O significado da vida

27/09/2017 |

A vontade de desenvolver melhor, ou criar novas competências, é quase um discurso pré-pronto que ouço em grande parte das empresas. E, quando tenho a oportunidade, com os profissionais isoladamente.

Percebo que as intenções para tal desenvolvimento são diferentes. Para alguns, afirmar que há o desejo é uma maneira de sobreviver. Para outros, a intenção é uma obrigatoriedade, como item para sua performance. E ainda, para um grupo pequeno, esse desejo está ligado ao seu legado aqui.

Qual o sentido de estar aqui se não for para construir um legado?

Essa é, habitualmente, a fala da pequena minoria que compõe o último grupo que citei.

Talvez a maior angústia da humanidade nos faça uma objetiva visita nos dias atuais, diante do convite insistente do mercado para que se tenha “competências", ou “skills", que o tornem um profissional melhor.

De um jeito diferente, há aqui um estímulo à reflexão:

  • Eu quero fazer o meu melhor?
  • Como ser humano e profissional?
  • A resposta, eu garanto, será Sim em 100% dos casos!!!!

 Entretanto, quando pensamos no como realizar essa meta ousada de entregar o nosso melhor, vem a indagação que nos acompanha há gerações e que, talvez, tenha levado muitos dos nossos antepassados a mudarem o rumo da sua história!

  • Qual é meu propósito aqui?
  • Para que levanto e conduzo meu dia, minhas relações, tomo as decisões, e faço o que faço? Para quê?

A nossa alma, em sua possível trajetória, traz essa indagação como aprendizado ou oportunidade. Muitas vezes, vejo os profissionais evitando abraçar seu desenvolvimento e dar significância por desconhecer que só a significância trará a motivação adequada para sustentar um desenvolvimento.

Por mais que a "firma" determine o grupo de competências que fazem parte da sua cultura, se o profissional desconhece a significância de estar ali, ou melhor, o seu propósito, pouco poderá comprometer-se com o seu real desenvolvimento.

Vejo investimentos em várias soluções extraordinárias, capacitações nacionais e internacionais, programas corporativos de ponta, programas de cultura, coaching e vários outros...

Se vierem desacompanhados da real percepção do “para quê”, que vem da consciência da minha significância em fazer, os investimentos, embora sejam muito bons, não serão capazes, sozinhos, de promover a transformação, ou a utilização transformadora do conhecimento que oferecem.

Naturalmente, pode parecer que estou afirmando que as organizações terão que pensar no propósito ou na significância que cada profissional coloca no seu fazer!

A minha sugestão é que cada organização adeque a sua forma de olhar, sentir e pensar estrategicamente em seus profissionais, considerando como estimulá-los mais a descobrir a significância da vida profissional deles.

Assim fica mais fluido e rentável desenvolver, contratar, desligar e gerar resultados sustentáveis.

Para cada profissional, sempre lembro que acordar todos os dias sem saber qual a significância de estar aqui torna-se, no mínimo, nocivo ao seu desenvolvimento e felicidade.

Como profissional, e antes de tudo uma pessoa, acredito que é um merecimento poder se auto indagar: para que estou aqui?

  • O que desejo construir no meu melhor aqui?
  • Qual é a significância do meu agir?

E acredito que desenvolver as competências é uma consequências natural quando se descobre a significância que tem estar onde você está!

 

Texto: Marcia Dolores Rezende